15 de março

estava na fila do supermercado, repensando minhas compras e me convencendo de que não, eu não precisava de chocolate, quando a moça do caixa chamou o próximo da fila – eu.

Enquanto ela marcava o preço do pão, do miojo e do sabão em pó (lista básica de quem mora sozinha), uma senhora pequena, de cabelos grisalhos e muy bem arrumada encostou do meu lado, aguardando a vez.

“Olha como ela está bonita! Toda maquiada…” – disse referindo-se à moça do caixa.

“Sabe,” – continuou – “já dizia a minha avó: quem se enfeita, se ajeita! A gente nunca sabe o que o nosso destino nos reserva. Eu conheci meu marido assim: estava passeando na rua com meu cachorrinho quando aquele moço bonito passou de carro. Buzinou e encostou do meu lado pra gente conversar, trocamos telefone e tudo. Demorou, mas 10 anos depois estávamos casados.”

e, por 3 segundos, eu considerei a possibilidade de comprar um cachorro.

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