Minhas impressões sobre Em Chamas

É claro que esse texto tem spoilers, e eles começam agora!

Em Chamas é a sequência de Jogos Vorazes, depois de driblar as violentas regras dos Jogos, Katniss e Peeta voltam para o Distrito 12 como campeões. Enfurecido com os levantes que começam a aparecer em vários distritos de Panem, o Presidente Snow pressiona a heroína, agora símbolo dos rebeldes, para que interprete bem seu papel de aliada da Capital para o controle do restante da população.

O segundo filme supera o primeiro em tudo, com o dobro do orçamento, os produtores fizeram um trabalho incrível, desde a aldeia dos vendedores, as cenas na Capital, até a arena, mesmo um pouco menor que o esperado tinha todas as características do livro, talvez tenha até superado a imaginação de alguns.

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O longa não perde nada com as alterações, a única coisa que senti falta foi a cena em que Plutarch (Philip Seymour Hoffman) mostra o relógio com o tordo para Katniss, mas paciência, isso deve ter aumentado o suspense para os que não leram a série. Aliás isso foi uma das superações do filme, o primeiro foi muito confuso e fiquei imaginando se os não-leitores teriam realmente entendido a história, dessa vez a experiência para estes deve ter sido ainda melhor que a nossa, a trama foi muito bem construída e surpreendente.

Percebi uma certa comoção envolvendo a Jena Malone no papel de Johanna Manson, realmente concordo que ela tomou conta de muitas cenas em que apareceu e mostrou ter capacidade de desenvolver uma personagem perfeita, mas infelizmente como acontece em muitas adaptações, não ouve tempo ou espaço suficiente para seu desenvolvimento, e a Johanna que vi na tela foi uma versão abrandada do que esperava. Apesar de a cena do elevador ser perfeita, achei que faltou algo na arena, cheguei a torcer para que Katniss arrancasse sua cabeça com as próprias mãos enquanto lia o livro.

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Sam Claflin conseguiu atender ao visual surfista bonitão de Finnick Odair, é outro que apesar de ter mostrado potencial, não foi tão bem explorado, também estava muito bonzinho pro meu gosto.
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Quem roubou meu coração nesse filme foi a Effie, Elizabeth Banks divou, aquele personagem meio bobo e superficial que vimos em Jogos Vorazes desapareceu, e deu lugar à mulher em conflito com tudo que sempre acreditou e o novo mundo que se ergue. Effie se emociona e revolta com o sofrimento de seus campeões, e o faz silenciosamente enquanto tenta manter as aparências de cidadã orgulhosa da Capital.

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Os atores principais continuam ótimos, mais maduros, dão um tom muito mais responsável e engajado à suas personagens. E a trilha sonora está imperdível.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre assistir ou não, por favor vá tirá-la no cinema!

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